segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Do, re, mi, fa, sol, la, si do

Há tanta tristeza nestes olhos que sorriem, há tanta singeleza nos teus atos desastrados. E já não há canto que te encante, mas não resisto a tua melodia. Meu querido, pouco de nós ainda resta, no entanto nossa sinfonia continua a tocar. E vem da dor do Do, vem de Re, vem de MIm, vem de Fá, e o Sol nem vem mais de Lá. Mas, vem a noite com tua escuridão e me abrigo em teu peito vazio. Junto minha solidão com a tua e de repente nem me sinto tão só, sinto de nós uma Dó menor. E então escuto, escuto o som ritmado da batida do teu coração, escuto a melodia que emana de sua respiração e escuto a sucessão de silêncio que me satisfaz. Tua tristeza canta e me atento à harmonia de dor e beleza. Vens soprando sua sinfonia em soprano e entre teus acordes faço um acordo de ficar até que a última nota musical seja tocada, até que eu toques na tua mais escura canção e que, Si puder, a faça em um Sol maior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário