Voltamos para onde começamos. Perdidos e sem destinos, nos entregamos ao que chamamos de acaso. A distância entre nós nunca se fez tão grande, a ausência de ti nunca foi tão sólida. Poderíamos voltar para a metade da nossa história, bem lá onde nos achamos e seguimos um trajeto não traçado. Mas, voltamos ao ponto de partida.
Esperar que nos encontremos por aí é pedir demais do destino. Nossos acasos foram esses casos que se findaram. Sem palavras ou despedidas, espalhou-se todos os sentimentos que nunca juntamos. E sempre soubemos que em uma das nossas idas, talvez, continuássemos seguindo sem voltar.
Esse amor de primavera é fadado ao fim. Mesmo com todo o sol, calor, chuvas e cuidado, finda antes do natal chegar. Pudera ser só amor de verão, que no Brasil, dura o ano inteiro. Que rache de sol ou inunde de água, eu preciso de um amor assim. Que não dependa do "se" para acontecer. Que não dependa de nada além da vontade de se querer.
Contudo, não encontramos essa saída. Nesse amor de círculos, sem início e sem fim, parece ter se arrebentado, uma vez que seguimos por lados opostos. Uma vez que deu-se o fim. O fim de nós, de mim e dessa estrada. Ainda perdida, vago pelas lembranças vagas, lembranças escassas, lembranças esvaecidas. De volta aonde começamos, espero encontrar bem mais que você no final desta caminhada.

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