sábado, 18 de junho de 2011
Tô fechando a porta, amor. Te pediria para me acompanhar, mas me pediu para eu te deixar. Então te deixo, te deixo com um pedaço de mim, não, não, levo apenas um pedaço de mim e deixo a maior parte contigo. Ah, amor, te deixo com as lembranças, com a saudade, te deixo simplesmente. Tô fechando a porta e não me importa como vai ficar. Se estará melhor ou não, não vou saber, vou te deixar. Mas, te deixo hoje, e se amanhã me procurares estarei ocupada, terei compromisso comigo mesmo, com minha felicidade. Calma, já estou indo, a porta está quase fechada, só deixo esta fresta para ouvir as últimas palavras, vê se por esta fresta entra o arrependimento. Tá, amor, fecho-a agora, mais do que fechá-la, vou trancá-la. Adeus, seja feliz com tua infelicidade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário