É junho já; a metade. Tá morno, ainda que seja inverno, tá morno. Não tá aquele frio que o impede de levantar-se no meio da noite, nem tá tão quente que o faça querer cair numa piscina. Tá medíocre, como são medíocres todas as metades. Está no meio, onde o caminho para prosseguir tem a mesma distância do caminho de volta. Onde se sabe que todo o tempo que durou para chegar até aqui, será o mesmo para chegar até o final. E que para chegar ao final, seria o mesmo que vir até aqui duas vezes, ou então, vir até aqui e voltar. É, metades são medíocres. Junho é medíocre. Pobre junho!
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