quinta-feira, 23 de junho de 2011

Onde termina o arco-íris

Que dessa doce ilusão infantil, tornou-se por obsessão mais tarde. Perseguindo sete cores dispostas em uma sequência imutável: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta; o arco-íris. A fonte de toda a riqueza - talvez naqueles tempos representassem os pedaços de algodão-doce do céu: as nuvens, que sabor teriam? Sentaria-me nele e escorregaria, no mais perfeito dos escorregadores. Perseguir para encontrar seu fim, talvez seja o princípio, só sei que o meio é o que se vê. Mania essa de achar que o que não se vê não existe, por isto persigo o que existe, o que não vejo. E me pergunto depois de tanta obsessão será que se encontrasse o fim, o que faria dos anos de perseguição? Se o que alimenta é justamente isto, o eterno vir-a-ser, o que sempre não se saberá; mistério. Mas perseguir tornou-se questão de necessidade, persigo para achar a gota que refrata todas as cores, para achar qual delas que colore a sequência. Gota mágica, deveria ser você quem procuro, mas não, por não ser quem se destaca, procuro quem se ostenta: o arco. Se achar uma cachoeira saberei que terei gostas de água suficiente. Mas porque não a chuva? São gotas ofertadas pelo próprio céu, de onde se vem o arco-íris. Rainbow, é o arco de chuva, não resta dúvidas que vem dos céus, da água que cai. E da tímida chuva cai, vejo que se forma uma arco, da minha janela para o que se vai além do que se vê...Se além do arco-íris eu conseguisse chegar... Talvez lá encontre os segredos que todos guardam dentro de si, serei confidente do mundo... ou talvez encontre um pote de livros, eu deitarei nas nuvens - arrancando-lhes pedaços, provando-os; saberei finalmente o sabor... - e de lá, talvez encontre outra obsessão ou talvez me perca e me torne mistério como o que se tem além.

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