A gente acostuma e acumula, é.
É preciso autonomia. Às vezes custa-nos parar e bater o pé - na sua forma literal mesmo. Custa-nos, porque acostumamos e vamos apenas acumulando. Aceitamos, vendemo-nos à cultura do comodismo, e vamos acumulando. Nos acostumamos, porque é mais fácil. É mais fácil do que tentar, do que lutar, do que falhar.
Acostumar-se ao que não nós faz bem é um efeito acumulativo que a longo prazo começa a incomodar. Começa a doer, a machucar.
Custa-nos ter autonomia porque acostumamos à nossa submissão, por medo ou insegurança, nos colocamos atrás, atrás de opiniões, de pessoas, de esconderijos que criamos. Mas, é preciso, é necessário posicionar-se.
A vida é nossa, cada um sabe das dores e fantasias com que tem que viver, porque deveríamos então nos submeter ao outro? Ninguém jamais saberá o que acontece em nosso próprio mundo, por isso não podemos deixar o externo ter poder sobre o nosso interior.
Chega de acumular. Acumular o que não se deve, o que não se quer, o que não pode. Acumular o que perturba, o que incomoda.
Pensar em si um pouco mais não é egoísmo, é amor-próprio.
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