ama-se pelo cheiro, pelo som do silêncio, pela voz. Ama-se com a certeza, pela dúvida. Ama-se pela paz que se conquista ou pela perturbação que lhe é proporcionado, ama-se pela companhia, pelo contato, pelo piscar de olhos. Ama-se pela insônia, pelo 'sonhar acordado'. Ama-se por empatia, por antipatia. Ama-se pelo bocejar, pelo cair das lágrimas, pelo estouro de um sorriso. Ama-se pelo toque, pelo andar desajeitado, pelo riso espontâneo. Ama-se pela loucura, pelo desentendimento, pelo compatibilidade. Ama-se pela afinidade, pela infinidade, pela eternidade. Ama-se pelo magnetismo, pela ressonância. Ama-se pela liberdade, pelo aprisionamento de amar. Ama-se, por assim, ser. Ama-se pela proximidade, ama-se por não saber o que sentir.
Ama-se porque ao amar, ama-se a si próprio e ama-se a vida, o outro, o mundo. Simplesmente, ama-se.
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