quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Happy Birthday, Y

Hoje é aniversário de uma pessoa bastante importante para mim. Minha amiga, Y. Nossa amizade não é do tipo BFF, de dar gritos e saltinhos, falar de garotos bonitos e coisas afins. Não é aquela amizade comum também. Fazemos mais o tipo, eu-não-preciso-dizer-nada-para-ela-saber-o-que-está-acontecendo. Amizade do tipo de que ajudamos uma a outra sem esperar nada em troca. Eu conheço a Y a quase 2 anos, mas não vou dizer que é como se fôssemos amigas desde a infância ou amigas para sempre.

A Yara é o tipo de pessoa que cria as próprias teorias e acredita nelas. Faz piada de tudo e vive fazendo graça com a minha cara. É uma pessoa que é engraçada mesmo quando esté sendo ela mesma. Vive feliz e sempre te deixa feliz. Empolga-se com pequenas coisas, fica feliz com pequenas coisas. Mas também é uma pessoa difícil de se presentear. haha. Esteve comigo mesmo quando eu estive insuportável, me ajudou com pequenas e grandes coisas. É uma pessoa do qual tenho orgulho de chamar de amiga, simplesmente porque sei que estará sempre lá. Não é caloteira, haha. Divide inúmeros gostos comigo. É a minha gordinha, nada gorda! Mas tirando tudo isso, é uma garota brilhante que tenho certeza que se dará bem na vida justamente por ser como ela é. Infelizmente nossa amizade acaba ano que vem, porque eu não serei cobaia. haha.

Feliz aniversário, Y e obrigada por tudo! Te desejo o melhor!

*esse texto está cheio de piadas internas, a menos que você seja uma de nós, não entenderia.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

This is our last goodbye

I just want to have a chance to say goodbye. So, this is the last time I write about you, I promise. I’m tired, I’m so sick of being obsessed about you. Sometimes I pretend to forget you. This time, I need move on, I need forget you, let it go.I always remember the first day I saw you. I remember our first kiss and our first pain, actually, MY first pain. I’m sorry for all the things that I said and did, I’m sorry for all the moments that you did hate me. I wish this is a love story, and it has been for a while. But it isn’t anymore so I need move on. I’ve never told you how much you hurt me inside, but neither have I told what I feel about you. I don’t know if I’ve loved you, but I really like you. I used to miss you all the time we weren’t together. I used to dream about you, about us. I didn’t want to write this, maybe because I never wanted to say goodbye and move on. But that’s what I need to do. I wish you could be happy, happier than you’ve ever been. I don’t want you come back, it’s too painful. But every time a try to move on, you’re right there…. I must let it go, I must move on. You’re a great guy; you have your dreams, your ideology, you have great likes, you like great songs. But I’m different now; we haven’t the same ideology anymore. So this is where we move on for different ways. I can’t like the same things that you do anymore, I have my own ideology, my own dreams and you aren’t in none of them. You always will be a great part of me, you always will be that guy that I used to like so much. You always will be my friend. I want to be happy; I want to live my life without pain, without you. There’s no point in holding on to something that will never be yours. That’s why today, I’m letting you go. Be happy.



could the winter calm come twice? cause your heart seems so cold tonight?... it's killing me inside, you're killing me inside. I don't wanna be where you are. I don't wanna be here even now. I don't wanna be by your side, if something isn't right. This is our last goodnight, say what you will, say all that you can. Words have no meaning when i've seen where you've been... This is our last goodbye, this is where love ends... does what we've done ever really belong?... God if you can hear me out alright, please take these feelings for him inside. My chest hurts when I breathe tonight, It's wasting me away, you're wasting me away... (Amsterdam- Anberlin)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Hell

Para ela era o fim do mundo, de novo. Era como adentrar o próprio inferno, como encontrar-se com o seu próprio interior, face a face com seus próprios demônios. Tudo isto, pela quarta vez. A certo ponto, você se perguntaria se ela já não deveria estar acostumada. A resposta era clara, breve e dura: não. Encarar tudo outra vez, não tornava nada menos doloroso. Talvez houvesse um pouco mais de esperança, mas isto não trazia nenhum alívio para a dor. A esperança que a fazia se segurar para não desmanchar-se, era a de que, se ela estava passando tudo aquilo pela quarta vez, então ela sobrevivera três. O que tornava possível, sobreviver mais uma vez. Já havia tentado de tudo para evitar o inferno. Sofrera demasiado. Culpou-se por isto. Arrependeu-se. Tornou-se gélida, talvez o seu maior erro. Por que quando congelou-se tornou mais fácil perecer diante do fogo. Sabia que se jamais tivesse saído da sua entorpecência, jamais terei passado por tudo isso. Mas não era algo que ela se arrependia, só o fazia, por ter que ser a quarta vez. E ansiava por trazer de volta a sua dormência, aquela sensação de nada. Quando enfrentasse e tudo estivesse acabado, então ela voltaria para lá, sua zona de conforto. Surpreendentemente, foi mais rápido desta vez. Já não sentia vontade de lutar contra, apenas queria o fim. E quando este chegou, foi sem dor. Ela sabia que não teria mais que enfrentar tudo de novo, daquela vez ele havia superado o inferno, todos os demônios foram aniquilados. Ele destruira o inferno, com o próprio fogo. Jurou para si, jamais tornar-se gelo. E desta forma pretendia nunca mais ter que enfrentar o inferno outra vez.

domingo, 28 de novembro de 2010

Até mais...

Eu já não esperava outra forma, nem tampouco esperava. Não éramos ligados a conceitos, à chegadas e à partidas. Se nós encontrássemos, sorríamos, e então ficávamos juntos. Quando saíamos, não havia um olhar, um beijo, ou um abraço de despedida, apenas partíamos sem um mero adeus. Vivíamos de chegadas e partidas sem tomar consciência de que era o que fazíamos, chegávamos e quando menos se notava; partíamos. E quando nos encontrávamos novamente, não importava o adeus não dado, o oi não pronunciado, ou todas as dores silenciadas, simplesmente coexistíamos sem importar com tempo, conceitos, ou qualquer outro clichê. Como se nunca houvesse de fato, uma chegada e uma partida. Talvez fosse esse o propósito, tentar não notar. Um dia porém, um adeus diferente foi dado, não que este tivesse sido dito, apenas foi notado e soube-se que já não haveria reecontro, não da forma como costumava ser. E toda a dor, a saudade, e o sentimento, foi igualmente esquecido como aquele adeus, jamais dito.

Não foi assim que eu sonhei a nossa vida, a despedida seria até logo mais. Mas a vida não permite ensaios, não há raios antes do trovão. Não olhe para mim como se eu fosse invisível, como se fosse possível enxergar nessa escuridão. Não olhe pra trás, odeio despedidas.
Diga: até mais!
Mesmo se for adeus... (Até mais - engenheiros do hawaii)

sábado, 27 de novembro de 2010

Ressonância

Quando faltou-nos ressonância, foi quando tudo se perdeu. Perdemos a sintonia e já não vibrávamos na mesma frequência. Houve uma interferência destrutiva e nossas ondas se dispersaram. Oscilou uma, duas, oscilou por um período completo, é já não havia mais o mesmo acorde. Não nos encontramos no primeiro harmônico, que era tão fundamental. E eu que era tão mecânica, passei à eletromagnética, e por assim ser, ao vibrar no vácuo, já não havia a sua vibração, o seu eco, nem tampouco havia o nosso som. E aquela nossa harmonia, tornou-se apenas a minha pertubação.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

expectations

E então eu o vi, não conseguia acreditar, mas era ele. Sem dúvidas, era ele. Ele estava vindo em minha direção, e eu estava com a cabeça levantada, fingindo não olhá-lo, e quando ele estava perto o suficiente, eu abaxei a cabeça e então ele passou, se foi. Não me chamou ou me disse 'oi'. Pudera, eu nunca fiz o mesmo, ele nem ao menos sabia meu nome, ou quem eu era. Amanhã eu falo com ele, amanhã, hoje não. Eu me convenci disso, e era assim todos os dias.

sábado, 6 de novembro de 2010

Lifeless

   Havia sido um dia improdutivo, o daquela garota. Ela se levantara como quem se levanta em um dia de guerra; desprovida de motivação e contando à cada minuto para acabar. Se dirigiu ao chuveiro, deixou que a água caísse sobre o seu corpo na tentativa de aquecê-lo, embora o dia que mal amanhecera estivesse bastante quente. Após sair tentou se encarar no espelho do banheiro, uma tentativa frustante, uma porque estava embaçado pelo vapor do seu banho, outra porque mesmo depois de limpá-lo com uma das mãos e finalmente poder se olhar, continuava embaçado. Não pelo vapor, mas o seu rosto estava embaçado. Seu rosto era como um daqueles personagens que preenchem uma tela, sem emoção, sem importância qualquer. Mas, embora fosse isso o que estava demonstrando, não era exatamente o que acontecia em seu interior.
   Enquanto seu rosto não transmitia nada, por dentro, se destruía. Era um verdadeiro pandemônio, era como uma fábrica produzindo em larga escala com um prazo curto para a entrega. Cada mísera área responsável por não deixá-la desmanchar-se em lágrimas. Se bem que, lágrimas seria quase impossível, uma vez que tornara-se pó. Vestiu-se com as primeiras peças que encontrou, calçou um tênis que lhe era mais confortável, colocou seu uniforme, prendeu o seu cabelo no que supusera ser um coque desajeitado, e saiu de casa. Seu corpo ansiava por comida como outro qualquer, mas não era exatamente o que ela ansiava. Era algo mais, algo que lhe fora tirado.
   Durante todo o caminho, de sua casa até a sua escola, procurava não pensar. Pensar era algo doloroso, algo que se faz quando se importa, quando se vive. Ela não vivia, por isso não pensava. Acompanhava os carros, os sons, as cores, e ignorava as pessoas. Entrou em seu colégio, sentou-se nem no fundo nem na frente, mas evitou o centro. Colocou sua mochila de lado, retirou o seu caderno, e esperou pelo que viria. Não conversou com ninguém, não escutou ninguém, não viu ninguém. Tinha uma breve consciência que havia alguém na frente falando, falando, falando, sabia que algum dia aquilo poderia ser importante, mas ignorava.
   Abriu seu caderno em uma matéria não utilizada. Escreveu devaneios no alto da página e começou a escrever palavras soltas e sem sentido, fez alguns desenhos também sem sentindos. A única coisa que fizera sentido era o título 'devaneios'. E começou a devanear, se viu em um lugar diferente, em um campo aberto, deitada em uma grama verde, com os olhos fechados, ventava forte, e o sol incindia exatamente sobre o seu corpo, e deixou que aquela sensação de liberdade, de paz, a preenchesse. Ela fechou o seus olhos, assim como em seu devaneio. No seu devaneio sorria, na realidade não. Ela queria muito, mas não conseguia, como se não lhe fosse permitido, como se não se lembrasse como fazê-lo.
   Não se lembrava exatamente o que havia feito do restante do seu dias, mas estava em sua casa e o sol já se pusera. Estava escuro e quente, mas ela tremia de frio. Parecia ser de madrugada, a rua estava silenciosa, as luzes todas apagadas, olhou para o céu e encarou as estrelas. Começou a pensar, e por pensar voltou a viver. E começou a sentir tudo o que estivera evitando durante todo o dia; a tristeza, a dor, a ânsia, o medo. Lágrimas não saíam de seus olhos, mas por dentro, era como se uma maré tivesse atingindo-a. Ela se afogava naquela água salgada, mas somente em seu interior. Por fora continuava pó. E apesar da sensação da maré por dentro era pó também, todo o seu ser, toda a sua existência eram apenas pó. Olhou para as estrelas com o que pensara ser um olhar indignado, mas na verdade era digno de pena. Ela as olhou e contestava internamente a vida. Desejou que tudo aquilo tivesse fim.
   Depois de algum tempo, por desistência, deixou mais uma vez a dor se aponderar e chegar ao seu ápice. Desfaleceu em sua cama, onde sem sonhos, dormiu até o próximo dia onde viveria tudo outra vez, dia após dia.

domingo, 31 de outubro de 2010

Last day...goodbye october.

Outubro veio despedir-se de mim, com um sussuro leve, disse até o ano que vem. Não me senti triste, é o fim de outubro...mas é o início de novembro. Eu só fiquei assustada, afinal, novembro já chegou. Parece que só tem 12 meses que ele foi embora. Foi tão rápido, o que eu fiz dos 303 dias que passaram? É verdade então que o tempo voa depois de certa idade? Eu ainda não acredito que tenho 17 anos, eu já menti a minha idade. Algumas vezes conscientes, outras não. Dezessete, uma idade com cor de bege, sem graça, mas não sem encantos. Dezessete verões, dezessete primaveras, dezessete outonos, dezessete invernos. Dezessete vezes 365 dias. É muito tempo, e ao menos tempo não é nada. O ano está quase no fim, e ainda parece que estou em 2009, parece que algo ainda não acordou dentro de mim. Até agora, foi um ano magnífico. Magnífico porque eu tive problemas que outras garotas de 17 anos nem sonhariam em passar, e isto o torna magnífico. Porque eu cresci, eu aprendi, eu cai e muito, e agora já sei me levantar. Mas isso não significa que eu sou melhor ou pior. Isto não significa que eu não vá cair. Outubro se vai, e terei que esperar até 2011 agora. Até eu tiver 18 anos. Será que eu mudarei muito? Será que eu ainda estarei aqui? Outubro. Acho um nome feio, eu tenho dificuldade para escrevê-lo, sempre tenho que ler uma ou duas vezes até acreditar que está certo. OUTUBRO. Não estou muito coerente hoje, eeer. Mas eu sei que o ano está no fim, é verdade. Depois de agosto o ano acaba. E eu nunca sei o que fazer no fim. Mas eu estou tão feliz hoje, não porque outubro está acabando, há algum tempo marcadores temporais não tem sentido para mim, mas tô feliz e a razão está no post abaixo. O que esperar de novembro,dezembro, o próximo ano? Não sei, e quer saber? Estou feliz de mais para me preocupar. Hoje é halloween, não tenho muito o que falar, nunca foi uma cultura do Brasil, mas eu acho uma cultura legal, sempre quis dizer 'gostosuras ou travessuras?' haha. Mas, nada além disso.
GOSTOSURAS OU TRAVESSURAS?
OCTOBER, has come and passed. Goodbye, then.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

you... again.

I was 10 years old when I saw you for the first time. And I remember everything about that afternoon, until your blue headband. Of course that I thought you ridiculous, but the way that you looked at me, made me feel stranger. And that’s all. I fell in love with you. I will be lying if I say that I remember all the moments that we spent together, because I don’t. I just know our first kiss, our first touch and of course our first pain. Now, I’m 17, and I’m trying to figure out what I feel about you. Because I’ve changed so much and I don’t like what I’ve become with you. For you. I used to be sweet, lovely, and a believer. I used to smile a lot, I used to have a lot of friends, and I used to love. Now, I think that everyone lies, that everyone will break my heart. I can’t believe even in my friends. I can’t smile like before, I can’t dream like before. I lost a lot of friends, and I almost can’t keep the friendships that I have. And all this just happened ‘cause you broke my heart, over and over again. I wonder if I really love you, or I just like you, like friends. Have you ever seen what you mean to me? I need to be sincere with you, even when I know that you won’t read this. I hate this fucking feeling that I have for you. I hate it so much, because I’ve changed and I don’t like what I am now and I can't return to who I was before. I’ve changed to be more like you; I’ve changed because I hoped that you could love me more. I’ve changed because you hurt me so much, that I don’t know if I can love again. I’ve become a despicable creature. I’ve become the kind of person that nobody loves.And I even know if you love me, or at the least, like me. I don’t know how to handle with this. I don’t know how to fight against this. Maybe I’m so sick, so masochist, so weak that I can’t fight or handle with this. You’ve become a pain, my pain, that I’ve been keep it like a good thing. But it isn’t. Everything that I've done, I just did 'cause of you. I can’t have a date with another guys, because I want that every fucking guy be like you. And when they don’t like the same songs that you like, when they don’t do what you do, I just hate ‘em. Can you believe it? And all that I need, all that I must to say, is that I hate what you’ve become. Yeah, you’ve become another person; you aren’t that guy I met years ago. Now you are a fucking vegetarian, and a guy with a lot of tattoos. You have others friends and make seems that you just will be with me, if I become a fucking vegetarian and to be like your fucking friends. Well, I have one thing to say, I won’t. I don’t wanna be vegetarian or to be like your friends, I don’t wanna change me a little more. It’s enough. I’m done. And I just wanna be someone that I can be proud of.Why should I look for you. Why should I forgive you again? Why should I change for you, when you can't do the same? Look, I like you, but if you like me, you can’t tell me what I have to do or like.I've tried so hard keep us together.I've tried so hard to be that girl that you would love.I'm tired now. I'm tired of all this. And to be sincere, now after all this time, and all this words, yeah, I’m sure, I don’t love you. Maybe I like you a lot. I like you enough to be here, exactly here, where you left me. I’m here if you need me, like your friend of course.





do you remember when we were just kids, and cardboard boxes took us miles from what we would miss. Schoolyard conversations taken to heart and laughter took the place of everything we knew we were not....is it over now hey, is it over now? i wanna be your last, first kiss that you'll ever have. Amazing how life turns out the way that it does, we end up hurting the ones, the only ones we really love. (Anberlin - inevitable)



ps:. How sincere can I be? Cause I just opened my heart here and I'm sure that someday I'll regret this.
pps: I wrote this in english, and problably it all is wrong, so I'm sorry readers.

domingo, 10 de outubro de 2010

Remember the time...

Hoje eu abri a minha caixa de recordações. O mais estranho é que eu me surpreendi com quantas coisas eu havia esquecido. A entrada de um teatro, um panfleto de um espetáculo, um sorriso do mcdonald's, um óculos de festa, bandeirolas da quadrilha, cumpom fiscais, ingressos de cinema, um saquinho, uns envelopes. E muitas coisas que eu não revelaria, nem mesmo aqui. Mas, o que de fato me deixou com aquele sorriso bobo de nostalgia, foram as cartas. Carta das minhas primas, cartas de amigas que guardo há muitos anos, cartas do ano passado. Eu fiquei sorrindo feito idiota com as cartas que troquei o ano passado com um certo alguém. Aquelas cartas em sala de aula, que me trouxe momentos que eu havia esquecido. Frases como ' amorl quando olhar para mim, sorria senti falta do seu sorriso', 'passei o final de semana louco, tava com saudades de você', 'a 'amorl' porque está assim?', nossas piadas internas, me lembraram que nem tudo foi desperdiçado. Frases que estavam em folhas de fichário, arrancadas, amassadas, marcadas, de tanto serem lidas e relidas, cartas que foram dobradas até ficarem bem pequenas só para poder passarem despercebido pelos professores. Tantos erros de português que só agora eu reparei. A começar pela forma como era dirigidas para mim 'amorl'. Mas eu me lembro de reparar todos os erros na época, mas eu não me importava. Eu gostei, de ter guardado-as, me trouxe um sorriso de volta. Até mesmo aquelas em que havia um certo ar de desespero de estar perdendo. Eu pude perceber que eu sei sim ser romântica quando quero. E que, eu gosto de me sentir 'gostando de alguém'. Fiquei com saudade desse sentimento. Mas, elas me lembraram que eu já magoei alguém também. Outras coisas que estavam na minha caixinha me fizeram bem, mas nem tanto quanto estas cartas. A não ser papéis com meus próprios pensamentos. Estes me revelaram que às vezes eu mesma me desconheço. Na minha caixinha, havia alguns objetos, alguns chaveiros, envolopes, guardanapos escritos, objetos estranhos... É, é bom ter uma caixinha que guarde coisas assim, a memória nem sempre faz jus.


'do you remember when we fell in love, we were young and innocent then ... do you remember how it all began? It just seemed like heaven so why did it end?' (Michael Jackson - remember the time)

sábado, 25 de setembro de 2010

Darling


Tema: confissão 
Gênero: Carta


Goiânia, 28 de julho de 2009.

Meu querido,

Estás bem onde quer que estejas? Espero que sim, pois é o mínimo que tenho esperado. Escrevo-te uma confissão, que talvez de surpreenda, ou talvez não. Saiba que eu preferiria escrever coisas fúteis, falar sobre o quanto eu estou feliz, mas verias nas lacunas desta carta o quão falso seria.  
Confesso que fui eu quem te ligou várias vezes de madrugada e desliguei em seguida, apenas no desejo insano de ouvir sua voz. Confesso que fui eu quem tocou várias vezes sua campainha e não tive coragem de ficar, por isso, de longe olhei você abrindo a porta e não encontrando ninguém. Confesso que te escrevi várias cartas, sem nunca enviá-las.
A maior das confissões, porém, é a que faço agora. Confesso que sempre te amei desde aquele dia em que o vi com uma roupa ridícula e como quem olhava sem olhar. Amei-te desde o primeiro sorriso, desde a primeira palavra e até mesmo a primeira dor. Confesso que nunca lhe disse isso, mas entendas se puder, eu nunca consegui. Confesso que amava quando me chamava de ‘minha querida’
Confesso que no dia em que me deixou, sofri demasiado. Por isso confesso, que todas aquelas palavras frias e duras, dizendo o quanto o desprezava, era apenas para esconder o meu sofrimento. Confesso que, no dia em que me pediu perdão, eu apenas disse não, querendo dizer sim. Demorei a te perdoar, porque eu nunca havia visto tanto arrependimento em seus olhos. E ah, meu querido, como eles estavam lindos!
Meu querido, entenda se puder, eu te amei como se não fosse capaz de amar mais ninguém. Eu te amei todos os dias, a cada encontro e desencontro. Eu te amei por tudo o que sempre foi e por ter sido o único capaz de me amar.
Perdoe-me minhas falhas, os meus defeitos, e principalmente o meu desamor. Perdoe-me por nunca ter lhe falado, nem ao menos demonstrado. Perdoe-me se fui fria, se não o amei como desejou.
Agora meu querido, eu confesso que fui eu a única que te amou tão miseravelmente. Confesso que desde que partiu, tenho vivido me arrependendo por nunca ter lhe confessado tudo isso. Confesso que até sei viver sem você, mas meu querido é só que eu não quero.  E como uma última confissão, quero confessar que sempre te amei, e continuarei te amando por toda a eternidade.

De sua eterna,
Querida.


ps: é só que eu adoro esta redação.

sábado, 18 de setembro de 2010

I miss...

É, eu tô com vontade de escrever hoje.

Eu sinto falta, de 7 anos atrás quando eu mudei para onde moro, até hoje. Eu sinto falta disso porque, aqui conheci pessoas incríveis, e nos primeiros anos, vivi momentos fantásticos. Eu sinto falta, do dia em que meu amigo segurou a minha mão e me ensinou a andar de patins. Eu sinto falta, de um dia, em que eu e mais dois amigos saímos correndo pelo condomínio, eu não me lembro o motivo, mas estávamos com os chinelos nas mãos, e depois nós acabamos caindo na grama. Eu sinto falta quando eu estava lá em baixo e ganhei chocolate, hm, tava tão bom. Eu sinto falta do dia em que eu e mais 5 pessoas deitamos no chão e meu amigo pulou todas nós de patins. Bem, eu ouvi uma enorme bronca da minha mãe e da mãe dele, mas foi legal. Eu sinto falta, das redes, eram momentos bem legais. Eu sinto falta do Meta, lá eu vivi uns dos melhores anos da minha vida. Eu sinto falta de como os professores me tratavam de uma forma mais que especial. Eu sinto falta do Aurélio e seus comentários hilários sobre Desesperate Housewives e sobre as pessoas. Eu sinto falta da Nara, ela sempre me elogiava muito, mas ela é um ser humano fantástico. Eu sinto falta do 'titi Fael' ele era bem hilário. Eu tenho saudade da Viviane, ninguém gostava dela, eu a adorava. Eu sinto falta do Beny também, ele me tratava como uma filha. Eu sinto falta dos meus amigos de lá. Das aulas de dança, das festas, das feiras culturais, dos trabalhos, de como eu costumava conhecer todo mundo por lá. O Meta era como uma casa. Eu sinto falta das viagens que fiz com a M, das noites em que dormi na casa dela, das festas, eu era sempre a primeira a chegar e a última à sair. Eu sinto falta daquela nossa guerra de água, foi pateticamente infantil, but who cares? Eu sinto falta de alguns momentos na infância, das viagens em que íamos eu, meus pais e minha irmã para Caldas, éramos só nós 4. Eu sinto falta dos domingos na casa da minha avó, sério eu era bem novinha, mas sinto. Eu sinto falta das viagens que fazia pra Rialma, de quando dormia no apartamento das minhas primas, e de quando eu implicava uma delas, dizendo que não gostava dela. Eu sinto falta de quando dormia na casa da minha gêmea, nós tomávamos leite gelado com muito toddy, contávamos carneirinhos e ficávamos acordadadas até de madrugada. Eu sinto falta de quando eu e minha irmã nos chamávamos de 'maninha'. Eu sinto falta do ano passado, ele foi incrível. Sinto falta das idas ao shopping com a Y e a R quase todos os finais de semana, sinto falta das aulas em que sentávamos no fundo e conversávamos, sinto falta das férias de julho, que foram as melhores, nós virámos a noite acordadas e passávamos os dias dormindo. Sinto falta do Matt. Sinto falta de vários amigos que não tenho contato frequentemente. Sinto falta de quando eu era pequena e ia ao mutirama com minhas primas. Sinto falta do ITA, que ridículo -rs. Sinto falta do frio, da chuva, sinto falta de quando estava apaixonada. Sinto falta das conversas com a melhor, das nossas bobagens e convidências. Sinto falta de poetas mortos, rs. Sinto falta de alguns filmes que não encontro mais. Sinto falta dos desenhos que assistia, eram tão melhores. Sinto falta das pré- estreias de HP, sinto mesmo. Sinto falta de quando morava em casa, eu tinha meu próprio mundo. Sinto falta de quando morava de frente para a escola, era tão mais fácil. Sinto falta de algumas palavras, de algumas pessoas que já nem tenho mais contato. Tenho saudade de quando ia na minha pediatra e ela sempre brigava comigo porque eu estava com anemia. Sinto falta de implicar com os professores. Sinto falta de quando eu não tinha nada para fazer nem nada para me preocupar. Eu sinto muita falta da minha infância. Eu sinto falta das minhas cicatrizes, não da dor e das agulhas, mas era engraçado quando olhavam para mim com aquele olhar ' de novo?'. Eu sinto falta do natal em que meu tio se vestiu de papai noel e nos deu presentes. Eu sinto falta dos presentes que ganhei. Eu sinto falta de quando meu pai dizia que eu seria jornalista e imitava um microfone dizendo 'Paula Lemes, de Londres para o Jornal Nacional' . Eu sinto falta de quando meu pai me ensinava as lições de casa. Eu sinto falta das minhas apresentações. Eu sinto falta da minha formatura da quarta série. Eu sinto falta de uns dias, de alguns momentos. Eu sinto falta de alguns abraços. Eu sinto falta de ir à Pigally, e depois ir à Celg de Rialma. Eu sinto falta de domingos na casa da tia Lia e de todos os meus tios e primos lá. Eu sinto falta de quando eu dormia na casa da minha Tia E. e a gente via muitos filmes, comíamos besteiras, eu sinto falta de poder passar mais tempo com ela e a little L. Eu sinto falta das cartas trocadas, das cartas da a quinta série, eu sinto falta de tudo que está na minha caixinha de recordações.
É eu sinto falta de muita coisa...

Who am I?

Estava conversando com uma pessoa, e ela me fez uma pergunta curiosa:
- he*: Who are you?
- Paulinha: Paula. I'm 17 years old. I'm student. You know it!
- he*: No, I didn't mean it! I mean, who are you? 
 Só depois entendi a pergunta, e me vi obrigada a pensar na resposta.

Eu sou muito insegura. Costumo demonstrar uma seguraça invejável, um certeza em tudo, às vezes até seja verdade, mas na grande maioria não é. Eu costumo ser insegura com qualquer coisa.
Eu sou ciumenta. Mas, não o tipo de ciúme comum, banal. Eu costumo ter ciúme das mais estranhas coisas. Eu tenho ciúmes dos meus livros, do meu super-copo-roxo, da minha cama, dos meus estranhos objetos. Eu tenho ciúme dos meus gostos - músicas, livros, séries, bandas, cores - que se banalizam, odeio, odeio, quando só eu gostava daquilo e de repente vira moda. Eu sou muito crítica. Talvez esse seja um dos piores defeitos, é além do mais é uma mania. Talvez algumas pessoas se sintam até mesmo intimidadas de conversarem comigo, pois é, eu adoro criticar. Mas, não sou do tipo que critíca tudo e critíca só por criticar, sem buscar uma ação.  Mas, criticar é diferente de julgar, e bem, eu não gosto de julgar ninguém. Eu sou inconstante.-  isso é verdadeiramente um defeito? Eu mudo muito, seja de ideia, de opinião, de humor. O fato de eu ser inconstante, não significa que eu tenha várias personalidades. Eu mudo de opinião quando me convém, quando alguém me apresenta argumentos e consegue me convencer. Mas, acredito que todos tem uma essência, bem, é isso não muda facilmente. Eu me canso facilmente. - não sei se isso também é defeito. Eu não gosto muito de coisas repetitivas. Eu me canso fácil de várias coisas, eu me canso até mesmo de pessoas.  Eu sou estranha. Porque todos os defeitos acima me tornam estranha. Eu gosto de coisas novas, mas tem vezes que prefiro o obsoleto. Sou estranha, porque justifiquei todos os meus defeitos, e só agora percebi.

Eu sou confiável. E muito. Se você tem um segredo, pode ter certeza, eu o guardarei como se fosse meu. Aliás, eu vivo me escondendo por trás de meus próprios segredos. Eu sou uma ótima ouvinte. É, eu adoro escutar as pessoas que são próximas à mim. Adoro saber como foi o dia de alguém especial, o que fez, ou o que deixou de fazer. Eu gosto de saber como as pessoas se sentem. Eu sou amiga. Eu dificilmente faço muitas amizades, mas uma vez que as faço,  tento preservá-las ao máximo. Eu adoro os meus amigos, e se pudesse queria estar sempre junto. Eu adoro ficar sozinha, não o tempo todo. Mas, sempre preciso de um tempo que seja só meu. Eu sou um tanto quanto nostálgica, sou do tipo que guarda um guardanapo só porque fez parte de um momento especial. Eu amo escrever, é o tipo de coisa que gosto de fazer simplesmente porque me faz bem. Eu sou a mais desastrada das criaturas, hoje mesmo fechei a porta do carro no meu dedo, e ele está roxo e doendo enquanto digito isto. Eu até ganhei um emoticon especial no msn, é bem a minha cara. E uma menina na esteira, caindo. Eu adoro quem me faz rir, adoro mesmo. Meus amigos são todos pessoas que me fazem rir muito. E quando I fell in love, foi por uma pessoa que me divertia muito. Bem, falando de coisas que me divertem, eu adoro coisas idiotas. Muito idiotas na verdade. Costumo ver humor onde não tem. Adoro coisas inteligentes. Adoro rir, na verdade. Mas, sou muito sentimental também. Se uma amiga minha chora, bem, eu me vejo chorando junta. Eu amo minhas cicatrizes, e olha que eu tenho muitas, são tantas que algumas nem me lembro. Pois é, elas quase sempre apareceram por algum fato cômico, então decididamente eu gosto delas. Eu sou uma pessoa maníaca, acredite nisso. Eu tenho mania de fazer listas, mania de comer o dedo - não a unha, mas o dedo mesmo.- e a boca também, adoro morder minha boca, haha. Eu tenho mania de pensar muito. Eu espero de mais das pessoas, o que quase sempre me leva à decepção. Eu sou muito impaciente, odeio que me façam esperar, odeio ficar parada no trânsito, odeio filas. Eu amo escutar músicas, assistir filmes e seriados, e ler. Ah, eu amo ler. Eu sou muuuuito irônica, sacárstica e nem sempre penso pra falar. Eu adoro implicar e brincar com as pessoas, é meu jeito. Se eu implico, geralmente é porque eu gosto. Eu sou pateticamente responsável, o que muitas vezes me impede de fazer coisas legais. Mas, o lado bom é que eu adoro ir contra eu mesma, então eu vivo fazendo loucuras.Eu admiro muitas pessoas, admiro tanto que às vezes as tenho como exemplos. Eu desprezo muita coisa no mundo.
Bem, em resumo, acho que é isso.

'O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão. ' (Clarice Lispector)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

3x4

06h30min, o despertador tocava incessantemente mais uma vez. Era uma sexta-feira, talvez tão apática como as demais. Como de costume, levantei, escovei os dentes, penteei os cabelos e fui para mais um dia infernal de aula. O caminho fora breve, em comparação as aulas se arrastaram pelo tempo. Não me lembro às horas exatamente, mas meu celular vibrara. Abri discretamente o fichário, usando-o como escudo para que pudesse ler a mensagem. Meu coração saltara de repente, mas só eu o escutava. De repente o dia tornara-se vivo. Tudo por causa do que havia naquela mensagem ‘chegarei às 6, vamos conversar?’. O restante do dia se arrastou, e não me lembro de nada que tenha acontecido até encontrá-lo.   
 Sentada ali o tempo pareceu devagar, ou talvez meus batimentos cardíacos que estavam rápidos demais para acompanhá-lo.  Vendo-o ali ao meu lado tudo mudara, o sol se punha lentamente, talvez resistisse para nos acompanhar. Não prestara atenção exatamente na conversa, embora soubesse que deveria. Prestara atenção aos detalhes, à maneira com que falava, articulava. Memorizava os sons, os cheiros, talvez fossem mais importantes. Eu ria, e concordava às vezes para demonstrar atenção. Eu devia estar parecendo uma idiota, pouco me importava.
Ele se levantou, e eu o acompanhei, o caminho fora silencioso. Nenhum de nós arriscou quebrar o silêncio, um erro, e o momento seria perdido para sempre. Chegamos ainda em silêncio à porta da minha casa, sorri por ironia, por nervosismo, ou por qualquer outro sentimento. Eu sentia que meu coração dar pequenos solavancos, pedindo talvez que eu respirasse. A respiração de ambos parecia exaltada, olhei-o mais uma vez, e fora tudo o que vi. No momento seguinte, seus lábios pressionaram os meus apressados, embora delicados. Eram urgentes nos meus, como os meus se tornaram no dele.
Quando me afastei buscando por ar, não consegui respirar. Abracei-o sentindo o coração dele bater, já que o meu se tornara incapaz. Ficamos ali por um tempo. Soltei-o, olhei uma última vez e sai sem nada dizer. Que o silêncio falasse o que não fomos capazes. Hesitei na entrada, tentei encaixar a chave na fechadura com certa dificuldade já que minhas mãos tremiam. Entrei em casa sem nada dizer, deitei em minha cama e coloquei meus fones de ouvido. Fiquei escutando 3x4 do Engenheiros do Hawaii. Não queria contar a ninguém, aquele momento jamais teria a mesma magia ou pertenceria a mais alguém além de nós dois. 

'Diga a verdade ao menos uma vez na vida você se apaixonou pelos meus erros (...)  Somos o que há de melhor, somos o que dá pra fazer... o que não dá pra evitar e não se pode escolher. Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho. Feitos um pro outro, feitos pra durar .... Uma luz que não produz sombra (3x4 - EH)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Doubts of the Heart.

I wonder why you lied, why you broke up those promises we had. I wonder how could you even look at me knowing what you did. I wonder if I had never find it out, you would be honest and tell me. I wonder if you took me for a fool. I wonder what else is real about us, I wonder what isn’t. I wonder if there ever was anything real, at all. I wonder how could you say you love me, look into my eyes and not even regret for what you’ve done. I wonder how could you still try to defend yourself. I wonder how much you love me and why do I still love you.   /A.F

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fascinate

O que me fascina é o novo, é o obsoleto. O que me fascina é o ar, o vento, a chuva caindo. E olhar pela janela e me sentir feliz simplesmente porque o dia está lindo. E o dia, é a noite. E a hora, ou as estações. E poder fazer pequenas coisas, ler grades histórias. E poder ouvir, falar, e principalmente sorrir. O que me fascina são listras - ah, eu amo listras. O que me fascina é uma pessoas bem humorada, pessoas bem humoradas me fazem bem, e são as pessoas por quem eu crio uma maior afinidade - ah, eu amo pessoas bem humoradas. O que me fascina é um dia frio, um dia chuvoso, um dia nublado. Um dia de sol me faz bem, desde que seja um sol calmo, sem muito calor. Calor não me fascina, frio sim. O que me fascina são momentos, é poder compartilhar. O que me fascina são cores, ou a ausência delas. O que me fascina de verdade são surpresas, a menor delas que seja - aparecer de repente, me dar uma pedrinha que seja, para eu guardar de recordação. Surpreenda-me e estará me fascinando. O que me fascina é a simplicidade, ou até a resolução da mais difícil equação matemática. O que me fascina, é o pequeno, é o grande de coração. São seres humanos, objetos, palavras ou gestos, isto me fascina. O que me fascina, é sentir, pois se você tem sentimentos, isto é a maior prova de que você vive. E viver, bem, viver me fascina...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Shelter

Quando o amanhecer não trás a luz, quando não há vontade de sair da cama, quando o sol  esfria a superfície, quando o medo se torna confortável, quando a dor é anestésica, quando a tranquilidade o apavora, quando a comédia é melancólica, quando o terror é comediante, quando o riso é sinal de fraqueza, quando o doce amarga seu paladar, e o amargo acidifica sua língua, quando as crenças são inúteis, e o inacreditável parece possível, quando a luz no fim do túnel o cega, e a escuridão facilita caminhar, quando o inexplicável acaba por ser a melhor explicação, quando o sensato parece incorreto, ou quando o errado parece certo, quando o dia não vai bem, quando nada lhe trás paz, quando as notas musicais não reproduzem sons; é sinal de que nada está no lugar.
E quando isso acontece, é sinal de que não estou em sintonia, de que há algo errado. É nesses dias que eu fujo, é nesses dias que eu corro o mais rápido que eu posso, para encontrar um abrigo. E lá, procuro reorganizar, me reconfigurar, tentar colocar tudo em seu devido lugar. Talvez eu não consiga, pois às vezes está tudo uma bagunça tão grande, que leva-se horas, dias, talvez até anos. Eu corro para esse abrigo, que seja um lugar, um alguém, uma fantasia, meu particular. Mas, às vezes o abrigo é tão melhor que onde se vive. E tão mais sólido, mais consistente, é tão melhor, que a vontade de voltar se perde no caminho de ida. Mas, viver em um abrigo, não é a solução mais favorável para quem quer realmente viver. É preciso se reorganizar para poder enfrentar, seja o problema que for, seja a maior das dificuldades, seja o seu próprio eu. É preciso se fortalecer simplesmente para poder lutar. Afinal, ninguém ganha na vida sem lutar por ela - ao menos foi isso que eu li, em algum lugar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Past

Anos, meses, semanas, dias, horas e minutos. Tudo o que agora ficoupara trás. Assim como os momentos que os preecheram. Nostalgia talvez seja uma boa descrição, mas não siguinifica que seja só isso.
Às vezes alívio também serviria, mas não representa tudo, uma mínima parte na verdade. Saudade? não, pois fica apenas como um sinônimo para nostalgia, mas de fato também serve. Então fica assim, sem definição. Passou, se foi, ficou para trás. São só frases que representam a mesma coisa. Por alguns momentos, eu diria nostalgia - uma tristeza de o porquê passou - por outros adoraria o alívio - alguns momentos não precisam durar para sempre - e por outros, até que saudade define - posso ter saudades, sem sentir a nostalgia, apenas ficar com um sorriso imbecíl por lembrar de alguns bons momentos. Mas o que de fato representa,
é que tudo de alguma forma está naquela caixa, em cima do armário, entitulada como passado.

terça-feira, 27 de julho de 2010

um breve olhar

o relógio acabara de completar mais uma volta, o que significa o o fim de mais um hora, o que signifca que está prestes a amanhecer, ter que acordar, aliás só levantar, já que passei a noite acordada. Eu esperei em vão, que a exaustão, trouxesse a paz, trouxesse o sono. Mas, eu ainda refletia sobre àquela tarde, a típica tarde sem graça e com um Sol forte incidindo sobre todos.
Porque tinha que ser assim? O Planeta Terra mudar o sentido de rotação, só porque encontrei um par de olhos inquietantes. Que me deixou inquieta. Não é justo, e o resto do mundo? Ou será que só eu que achava que o mundo estava assim?
Sempre foi tão comum, eu passar despercebida por todos e todos passarem por mim. Sempre tão absorta em meus pensamentos, em meu próprio mundo, nem deixava vestígios de que chegara, ou até de que já partira. Meu mundo ilusório, onde só eu e meus pensamentos existiam. A única visita deste mundo eram as músicas. Então porque de repente, alguém prende a minha atenção por mais de uma fração de segundos? Porque ali, com tantas pessoas, tão iguais, porque ele ser o único diferente aos meus olhos? Porque ele olhava com tal profundidade em meus olhos, com uma expressão tão indecifrável, como se buscasse ali as respostas para seus maiores questionamentos. A corrente de atração que nos puxava era de tamanha grandiosidade, que a gravidade perdera seu efeito em mim. De repente, parecia ser ele, o motivo de eu estar presa à Terra. E ele ainda continuava olhar meu rosto, como se de repente ele passasse a ser interessante, ou como se ele sempre tivesse sido, e eu e o resto do mundoque nunca percebemos. Seus olhos percorriam examinando minuciosamente o ser que eu era, o que me fez pensar se havia algo de errado comigo, será que eu havia esquecido de colocar alguma peça de roupa? Mas, nenhuma outra pessoa havia notado então. Eu tive vontade de olhar, mas não conseguia desviar meus olhos daquele par de olhos tão incomumente bonitos. Eles me puxavam invariavelmente em sua direção. Não como se eu quisesse, mas como se eu precisasse. Tentei voltar novamente ao meu topor, ao meu estado quase inexistente nesse mundo, mas ele já não existia mais. Seus olhos vacilaram por um momento, como se estivesse tomando uma decisão difícil. Como se estivesse aceitando a força e vindo até mim, ou se iria resistir. Procurei não mais olhar, mas meus olhos vacilavam tanto quanto os dele. E eu resolvi sair daquele lugar, fugir para um lugar onde eu pudesse voltar ao meu topor e pensamentos fúteis. Olhei uma última vez, como se despedisse do amor da minha vida que estivesse indo para a guerra. E saí, abaixei a cabeça e fugi. Tão descompassadamente, que tropecei em alguns pés, que me fizeram novamente voltar à realidade. Quando totalmente desnorteada olhei para cima, lá estava os olhos, os olhos do anjo que despetava dentro de mim os demônios. Levantei-me com a sua ajuda, aquele toque fora ainda pior que o olhar, me queimou trazendo inúmeras sensações na superfície da minha pele. E com um breve -desculpa. Saí olhando para trás e tentando fugir daquele olhar confuso, incompreendido. Desde então a minha paz se fora, junto com o meu topor.
Eu só espero que assim que amanhecer, naquele mesmo lugar, com aquele mesmo Sol que incindia e trasmitia o olhar, esteja o par de olhos por quem me apaixonei. O par de olhos que desejei a noite toda. E que ele traga as respostas dos meus medos, inseguranças, e que deseja o mesmo que. Só espero que ele esteja lá, e me siga por onde eu for.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Às vezes tentamos ser os donos do tempo. E neste ano que mal começou, já aprendi que é impossível. Quantos planos eu não fiz, e as oportunidades de se realizarem já passaram. E os desejos que eu joguei ao mar, que se foram e esqueceram de voltar para se realizarem? Sei que há muito para acontecer, mas parece que meus desejos foram realizados ao contrário. Felizmente, encontrei um novo caminho a seguir, e veio me sentindo tão bem, que isto tem compensado o resto. E é difícil saber, que aquelas pessoas com quem contava, já não estão lá mais. E nos sonhos tudo parecia tão mais fácil. Bem, ando um tanto determinada ultimamente, determinada em alcançar o meu maior sonho. Por ora, não farei mais previsões, não serei mais dona do tempo, afinal o tempo sempre nos surpreende.

sonho parece verdade, quando a gente esquece de acordar,
o dia parece metade, quando a gente acorda e esquece de levantar. (Teatro Mágico)

continuar

Eu nunca prometi que seria pra sempre. Nunca prometi que haveria um manual, nos ensinando o que fazer, como proseguir. Não sabíamos o caminho, nem tampouco por onde começar. Mas, eu lembro de uma promessa, que eu fiz, eu prometi sempre estar lá, ainda que tudo o que se foi planejado, não desse certo. Eu lembro de que fizera uma promessa também, que sempre estaria lá. E é com isso que venho contando há algum tempo. Por vezes sinto uma vontade de me entregar, de desistir. Mas, eu sei que de alguma forma, haverá de estar lá. Junto com todas as promessas não feitas. Junto com tudo aquilo que planejamos. E e por isso, que vou seguindo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Já não sei falar sobre o que não conheço. Isso é estranho, costumava saber tão bem sobre o que não conhecia. Como vou falar agora, se o que sei é tão pouco e tão desprezível. Acho que ser adormecida tem suas vantagens, uma delas e poder sonhar sobre tudo e depois poder falar. Hoje sei, que é melhor ficar acordar. Mas isto custa um pouco caro para mim. E vem me custando um bocado. Agora eu participo, não mais observo. Agora eu vivo, não mais sonho. Tudo é tao estranho, até um sopro de vento me assusta. O calor às vezes é insuportável, acho que era acostumada com o frio, com o tratamento gélido. Sorrir às vezes ainda dói, parece até que nunca o fiz, ou se fiz, nem me lembrava o quão bom era. Às vezes sorrio de minha própria risada, sai meio esganiçada já que fora esquecida por um bom tempo. Abraçar se tornara tão raro, mas é tão bom. E estranho saber que pessoas nem sempre irão te ferir. E estranho estar em contato com elas. Mas eu vou me acostumando, vou me recriando.