sábado, 1 de agosto de 2009
Despedidas.
Silenciosa, dolorosa, feliz, aliviada, magoada, melancólica, inquietante, perigosa, saudável .De uma pessoa, de um sentimento, de objetos, de dias, de horas e minutos, de momentos, de lembranças, da saudade. Despedir, de mim mesma, de quem eu era, de quem fui, ou quem eu queria ser. Despedir de um sono, de um sonho que se foi, de um pesadelo que parecia não ter fim. Despedir da cama, da chuva, do sol, de um livro,do medo, da alegria, das dores ou lágrimas. Despedir da vida, da infância, da inocência. Despedir do amor, dos pais, do dia, da noite ou amigos. Eu deveria saber que cada despedida representaria o abandono de algo, e talvez despedir fosse igualmente doloroso à saudade. A saudade que é o que fica, das coisas que tive que me despedir. Talvez essas despedidas seja uma forma de recomeçar, pois em algum momento, eu preciso despedir e deixar pra trás, e aprender a viver sem aquilo e sem olhar para trás. E das despedidas que nunca foram feitas, ditas, essas doem tanto quanto as silenciosas. Despedir tornou-se algo tão natural como respirar, à cada momento tenho que me despedir da hora que passou e jamais voltará. E a pior parte de despedir é ter que fazer isso todos os dias, a toda hora. É despedir sem olhar pra trás, sem esperar que volte. Ou talvez despedir, com a esperança de que volte. É tão natural, mas ainda me vejo partir sempre que tenho que me despedir.
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