quinta-feira, 30 de julho de 2009
myself
what I need is to learn to live, to live without you. To leave you behind like a memory. Its time to start over and leave the past. Somewhere inside me I will store it but you do me no good, actually you never did. You should be happy now, I know I will be. Dont try to understand me, I´m better off on my own.
basta
Chega um momento em que sabemos, que algo basta, nem sempre precisa de um aviso.E quando descobrimos isso, não precisamos de motivos, justificativas e explicações. Apenas finda, e temos a sensação de que bastou. Passou. É nessas horas, em que colocamos pontos finais em várias histórias que antes eram inacabadas na nossa vida. E o que surpreende é que não sentimos indecisos, com saudades, apenas chega um momento em que você é pego por uma vontade que o faz acabar, deixar para trás e seguir em frente. Não esquecendo o passado, mas focando no futuro, e aproveitando o momento. E apenas seguimos, sem saber ao certo o que está por vir. Mas abandonando a dúvida, as histórias, abandonando o que levamos tanto tempo para acabar. Mas, isto já bastou. Pelo menos por enquanto, pelo menos aqui, por agora. E o que virá? Não sei, mas se for suficiente, isto vai bastar.
xoxo.
xoxo.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
escolhas
Agora tudo é tão fácil, tão simples. Estive tapando os meus olhos por tanto tempo, que agora claridade parece cegá-los. As nuvens dissiparam, o céu está limpo, como há muito não estava. E fácil saber quando o clima está mudando, o vento sopra diferente, a natureza reage às mudanças, e se preparam. Pena que os humanos são ocupados de mais para notarem, e sempre são pegos de surpresa. Mas, a vida às vezes torna-se tão previsível, tão comum, que é fácil saber o que vai acontecer. Em tão pouco tempo eu descobri que algumas coisas podem ser previsíveis.Há certas coisas que estão ali, podemos ver claramente que são mentiras, ou o caminho errado e podemos evitá-las, mas se acreditarmos fielmente no que queremos, fazemos daquilo a nossa verdade. Não adianta, a mente controla o ser humano, e o ser humano controla suas ações. A mente te dá o que você quer acreditar, e não o que é certo. Mas, aos poucos, vamos aprendendo o que é real, verdade e o que não é. E assim podemos ser pessoas melhores, fazer escolhas certas, e acreditar no que é verdade.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
first time.
Pela primeira vez, tudo é tão fácil. Já não me sinto aprisionada, não me sinto indecisa. Pela primeira vez acordei, e tudo está tão bem, em paz, como eu não me sentia há muito tempo. Vejo que pela primeira vez, depois de tantos anos, despertei sem um pesadelo, sem me desesperar. Já não sinto o buraco me consumir, nem tão pouco sinto um buraco. Parecem que só existem cicatrizes agora. Um vestígio de que essa minha doce obecessão está se curando. As tempestades de lágrimas cessaram, o sol bem ao fundo começa a surgir. O ânimo que me toma é contagiante. Dessa vez eu que desisti, já não há mais lágrimas, nenhum dos lados sofre, então está tudo certo não está? Não há mais nós, como nunca verdadeiramente houve, está tudo certo então não está? Pela primeira vez, vejo uma perspectiva menos sombria na minha vida, vejo um futuro que não envolva você. Abrindo a janela, eu vejo o mundo.Pela primeira vez após tanto tempo, eu não te procuro, eu vejo pessoas conversando, brincando. Eu notei o que nunca tinha visto antes. Eu vejo casais se amando, outros chorando por um coração que foi quebrado...tudo está certo não está? E eu que agora deixei de adotar visões deprimentes, textos sofridos, e comprimidos para dormir, as coisas tomaram o rumo certo, não é mesmo? Eu que decidi, resolvi, e decisão tomada, não quero voltar atrás. Já não há mais. E agora, já que serei eu e só, aproveitarei o tempo para recompor a vida que eu destruí. Já que tudo está tão bem, já que não há mais ninguém. Pela primeira vez, eu que me libertei, estou melhor do que quando resolveu voltar. Agora chega a minha hora de partir. Eu que relacionava o fim do nosso amor, com a morte. Então no final, morrer não dói. Dói? Aliás, me fez renascer. Agora, eu já não sei como é me sentir desesperada, por não ter. Por não depender. Assumi a minha independência, e estou melhor assim. Acredite.
será que é real?
O relógio parecia estar rodando ao inverso, ou as horas não passavam, ou eu estava anciosa de mais e esperava ver o tempo voar. A ansiedade começara, assim que o relógio mostrou 00:01 do dia 14/07, ali deitada e imersa em pensamentos, minha mente vagava, criando as mais lindas fantasias para o dia seguinte. Eu sabia que à vinte quatro horas após, eu estaria aonde eu desejava estar, ao lado de pessoas, que desejei que estivessem comigo.E assim fiz e desfiz mil fantasias, mas em todas, tudo estava perfeito. Esse talvez seja o maior problema da fantasia, ela te leva à acreditar, que tudo é sempre perfeito. Tudo bem, eu esperei com certa ansiedade o sono, eu sabia que lá entraria no meu mundo, um mundo, onde eu não teria preocupações, talvez fosse só mais uma daquelas noites, em que o cansaço iria me vencer, e me trazer sonhos inexistentes, a escuridão. Concerteza seria um descanço mental, e eu precisava daquilo, ansiava por aquilo. E como imaginei, foi o que aconteceu. Acordei seis horas após deitar, acredito que tenha dormido apenas algumas quatro horas, mas o que importa? E então a ansiedade se apoderou de mim, eu tentei voltar ao sono, mas nada. Então esperei que as minhas fontes de ânimos chegassem, e algumas horas mais tardes, lá estavam elas me fazendo sorrir involuntariamente, ainda que meu humor matinal estivesse radiante, elas de alguma maneira o fizeram melhorar. O dia seguiu, lentamente mas seguiu. Eis então, que uma pontada de precaução, me faz desmotivar. Algumas palavras, que talvez eu só desejasse recebe-las, talvez seja o mesmo medo pairando sobre mim. Em alguns pequenos trechos de uma página colericamente azul, o meu dia, parecia acabar ali, mas eu não iria me dar por vencida. Havia pessoas, que não precisavam presenciar meu estado. E eu permaneci ali, me destruindo e reconstruindo aos poucos. Quando o sol se foi, eu me dei conta que estava prestes a enfrentar todos os fantasmas que iriam me atormentar. Me arrumei da maneira que me satisfez, não da que me deixou de alguma forma diferente, mas apagada. E de alguma maneira, de forças onde eu não julgava ser capaz de encontrar, lá estava eu animada novamente. Esperando impacientemente o que estivera aguardando há tanto tempo começar, o filme.Me deixei levar pela emoção. Ali, durante quase três horas de filme, eu me desliguei à uma parte da minha realidade, porque ainda que inconsciente eu me pegava vigiando as pessoas ao meu redor. Ao lugar ao meu lado, que tinha um alguém com uma face inexpressiva, melhor, houve expressões que eu soube desvendar, mas a com mais clareza era o tédio, o desânimo. E logo voltava à me aprisionar ao filme. Senti fortes emoções, e algumas delas não estavam nem um pouco relacionadas ao filme. Mas, no fim eu tinha que sair, voltar à realidade que sobressaia. E a volta foi igualmente silenciosa ao som da cidade. Ali, observando a cidade que percorria rapidamente por meus olhos, parecia sombria, mas eu sabia que era apenas a visão dos meus olhos. E em pouco tempo, sem muito olhar, saí e fui em outro lar me refugiar. E não sei se vou dormir, só sei que eu queria muito, mas o sono há muito me abandonou.
É, coisas mudam e promessas são quebradas.
É, coisas mudam e promessas são quebradas.
terça-feira, 14 de julho de 2009
ferida
Você é a minha ferida. Está sempre ali, por vezes não sinto nada. Mas ás vezes arde, dói, e chega até a machucar. Me mata aos poucos à cada dia. A cada mudança repentina de humor, a cada mudança de sentimentos seus, e como se a ferida começasse a arder, a doer, tornasse inflamada. A tensão que vai me corroendo aos poucos à cada dia. E um simples sorriso seu aquieta meu estado. Seu silêncio, me atinge, me provoca, e me dá um única conclusão. Meu olhar torna-se colérico, assim como meu humor. Você altera tudo em mim, com uma simples palavra. Eu o conheço tão bem, para saber que quando diz uma palavra está feliz, triste, magoado, cansado. Eu o conheço tão bem, e ao mesmo tempo sinto como se fosse um estranho. Alguém que acabara de conhecer. Se me falta, ainda que seja por pouco, me apavora. A sua ausência me devora, meus pensamentos voam para lembanças sombrias. Lembranças de um passado, que lá no fundo está guardado. Mas, que sempe vêm a superfície, me deixando estranhamente melancólica. Arranque de mim, os meus pesadelos de abandono. E a cada atitude diferente sua, eu me surprendo. Mas, ainda há um passado tão obscuro, que me faz ter medo e nada mais. Lembra-se, que a promessa era ser feliz? Eu espero que eu te faça feliz, caso contrário, eu não quero estar na sua vida de passagem. Seja sincero, como eu sempre sou. E só te peço mais uma única coisa só não se torne a minha ferida inflamada, dói de mais, machuca de mais. E até insanidade suportar tanta dor.
domingo, 12 de julho de 2009
Permita-se
Permita-me ser frágil. Ter sonhos, e sentir dependência. Permita-me sorrir, chorar ou quem sabe até gritar. Eu vou me permitir amar, sonhar, sorrir, brincar. Mas, eu quero reciprocidade, eu quero que se permitam comigo. Vamos não mais dormir, nunca parar de sorrir, sair correndo por aí. Vamos ver todos os nasceres-do-sol, quero vê-los todos em seu sorriso, vamos desligar a luz do farol?. Vem comigo vamos andar por aí sem destino, vamos conhecer o mundo, ou quem sabe conquistá-lo, vamos fazer coisas sem sentido.Vamos brincar na chuva e nos esconder do sol; vamos salvar o mundo, ou tentar ao menos. Permita-se ser feliz, como sempre quis. Ser diferente, meio incosequente, ser você.Permita-se ser livre, eu quero ser livre com você. Eu quero ter a minha liberdade aprisionada na sua. Vamos nomear as estrelas, torná-las cúmplices do nosso sentimento. Quero roubar uma, para comparar com o brilho do teu olhar. Não esconda seu sorriso, ele tem me guiando há muito tempo. Não me deixe desnorteada, não agora. Que pareço ter encontrado o caminho que sempre quis trilhar. Venha dê menos atenção aos seus problemas, eles irão se resolver. Vamos ignore esses políticos, aliás é só o que eles fazem com todos nós. Vamos fingir que não somos daqui, aliás quem se importa? A única coisa que eu me importo é nós. O que me preocupa não é o futuro e sim se vou tê-lo no futuro. O resto, resolvemos depois.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
insatisfação
Eu me sinto tão frustada, em tentar buscar em você as respostas que me faltam. Eu me sinto tão incompetente, te vendo tão triste, ou tão impaciente. Eu queria despertar em você, os mesmo sentimentos que depertas em mim. Aquela parte boa, que liberta quando vejo você sorrir. Mas, quando me nega um sorriso, me sinto desnorteada. Já penso, que tudo está acabado. Crio mil caras que trasmitam que eu estou bem, enquanto me destruo por dentro. Mas, quando você volta, reconstroi cada mísero pedaço que se desfez. Para tudo se repetir outra vez. Eu queria uma alternativa, que nos fizesse entrar em sintonia, pois, sinto que quando eu quero estar com você e justo quando está cansado de compahia, e quando tens o desejo de comigo estar, e justo quando não posso. Assim estamos levando nossas vidas, do jeito que dá. Quando dá. Mas, se for assim que tem que ser, que seja então. Se não há uma solução. Prefiro assim, a te ter longe de mim. Mesmo insatisfeita, me sinto feliz.
terça-feira, 7 de julho de 2009
mundaças.
Estou me libertando da cápsula que criei para me proteger do mundo. Sai, por um dia do meu infinito particular, me permiti experimentar.Permiti que o eu que se ocultava dentro de mim, libertasse. Eu quero que esse eu ouse, agite e faça diferença. Seja oposto, mas apresente semelhanças. Afinal, não possuo tanta diferença assim. Eu só quero que esse eu, seja desprovido de timidez, dotado de ousadia. Tenha menos nostagia, mais alegria, e simpatia. Tenha menos medo, seja mais irreverente. Que esse eu permita amar como deveria desde o início. Que me permita, amar você. Assim como amava desde o princípio, que deixe meu coração voltar a parar de bater, cada vez que eu o ver, e que bata descompassadamente quando me tocar. Como era antigamente, e com deveria ser agora. Mas, hoje eu acordei com a estranha necessidade de amar você, de ter e deixar o medo de perder-te para lá. Esquecer por um momento o que é não te ter. Eu só sei, que te quero assim, perto de mim. Ainda que tudo esteja errado, o tempo tenha parado, ou até passe voando. Eu não quero parar para pensar, pois a razão pode me tornar mais sensata. E sensatez não combina com o sentimento que abrigo no momento. Eu quero agir, pelo impulso do meu coração, deixar que ele decida se devo te ter ou não. Eu quero sair na chuva, mas que você venha atrás de mim. Que tire minha razão mais de uma vez, que ameace minha sensatez. Aponte os meus defeitos, sem que isso me afete. Demonstre minhas qualidades, sem que isso me exaulte. Diga a verdade olhando em meus olhos, e me dê sinais quando estiver mentindo. Diga que eu sou desastrada, de forma carinhosa. E me fale coisas lindas, brincando. Porque eu irei saber, que em todas essas brincadeiras haverá verdade. Me conte seu dia, e escute pacientemente o meu. Que me ature quando estiver insuportável, e me irrite ainda mais. Porque sabe que não fico com raiva verdadeiramente de você. Eu quero que me acalme, e me permita acalmar você. Que espante meus medos, e me atormente só de ficar sem você. Eu só quero não ter regras a seguir, e se estiver que quebramos todas elas. Não quero seguir um modelo convencional, eu quero o tipo de romance irracional, insano. E quero isso com você. É eu resolvi mudar, e espero que essa mudança seja para melhor.
domingo, 5 de julho de 2009
Sarau
Sentada no parque, com o vento que assoprava o meu corpo inerte, e eriçava meus pelos, eu observava. Observava as crianças brincando, desmanchavam-se oras em sorrisos, oras em choro. Eu via as folhas reagirem ao leve vento que por elas passavam, vi a água seguir seu curso. Vi pessoas se movimentando, algumas com placas quem soaram como apelo para uma aproximação humanitária, as placas 'abraço grátis' era uma prova de que os humanos estão se distanciando. Mas, deixei que esse pensamento passasse. E fui observando, a natureza humana. Algumas pessoas se mostrando tão espontâneas, tão destinadas a se divertirem, seja com a mais simples das coisas. Outras se mostraram tão aversas à alegria. Destinadas a ficarem ali, com a pior das feições, sem permitir que a alegria chegasse, sem que vivesse. Ao meu redor, estavam pessoas que irradiavam alegria, trasmitiam paz, e desejavam trasmitir à todos a sua ideologia. Enquanto isso, eu estava ali, em meu canto, apenas observando. Sem me permtir brincar, sem me permitir entristecer. Eu apenas observava com os olhos admirados, por saber que ainda haviam pessoas que prezavam o convívio social, que tinham esperanças, e alegrias dentro de si. Estavam ali, enfrentando o mostro da timidez, recitando palavras que se formaram em momentos de expressos sentimentos, recitando suas poesias, ou até com um violão em suas mãos, cantando palavras que trasmitiam ideologia, sentimentos, e cultura. Um movimento cultural, que permitiam pessoas se comunicarem pessoalmente, quebrarem barreiras impostas pela humanidade. Viverem em fim. Eu vi os swings, movimentos ágeis e coloridos, que em contraste com a natureza se agitavam acompanhando o balanço dos braços de quem comandavam. Eu via sorrisos nascerem tão facilmente. Enquanto isso, eu estava lá inerte nesses pensamentos, presa ao meu mundo. Ainda me permito ousar. E farei melhor do que observar.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
incapacidade
-Eu não compreendo, parece que está sempre se esquivando. - disse ele, com os olhos afogados em dor.
-Eu sei como explicar isso. Eu queria em palavras poder explicar, o que nem a minha mente consegue entender. Eu já não sei como me sentir. É nauseante, sentir-se assim. Sem saber o que. Eu há muito tempo atrás, tinha uma certeza. Mas, essa certeza era feita de sonhos. De desejos profundos do meu coração. Nessa certeza eu firmei o meu futuro, a minha esperança. Construi um futuro que só existia em minha cabeça. Mas, quando isso se perdeu, eu procurei sufocá-los. Os coloquei em uma parte de mim, que era quase inabitada. Era pior que isso, sombria. Lá eu guardei a melhor parte de mim, que era o meu reflexo, o que eu sentia por você. Deixei por meses abandonada aquelas lembranças. Era melhor pra mim, não era bom trazer o sofrimento de volta. Eu sufoquei junto com a minha capacidade de amar, tudo aquilo. Só às vezes eu me pegava relembrando, tarde da noite, quando a insônia se tornava minha compahia, vinha uma dor, que dilacerava por dentro. Eu chegava a duvidar que meu coração sobreviveria. Era quase impossível, bombear tanta...dor. Mas, eu me refazia, recompunha a máscara que usava. Voltava ao meu topor e assim vivia. Ignorando tudo, todos. Ignorava sons, movimentos, ignorei a vida em si. Quando achava que estava forte o bastante, eu tentava sair daquela cápsula. Mas, eu já me acostumara, pior que isso, eu gostava. Era melhor, passar despercebida pelo mundo, eu estava sempre tão absorta em pensamentos vagos, em meu mundinho. Passara tanto tempo em meu egoísmo desprezível que aprendera a ser assim. Quando finalmente me libertei da cápsula, percebei que não era bem uma cápsula, e sim uma parte de mim que esfriara. Era tão igualmente desprezível quanto meu egoísmo. Ela me afastava de sonhos e pessoas. De sentimentos... E agora, eu tento reerguer aquela pessoa que existia dentro de mim. Porque não julgo como ser humano, alguém com tanta incapacidade de amar. Mas, eu sei que a minha esperança é você. Os outros, ah, eu já desisti... Não há ninguém capaz. E em você que eu penso em tentar. O único que consigo imaginar. Eu não te quero longe de mim. E nem que desista. Ainda que eu me mostre tão incapaz, tão insensível. E você que eu quero aqui, perto de mim. O único. Só lhe peço, que não desista de mim. Eu darei o meu melhor, para amar novamente. Não aquele amor dependente. Mas, o amor, que me torne alguém melhor... alguém melhor para você.- respondeu ela.
-Eu sei como explicar isso. Eu queria em palavras poder explicar, o que nem a minha mente consegue entender. Eu já não sei como me sentir. É nauseante, sentir-se assim. Sem saber o que. Eu há muito tempo atrás, tinha uma certeza. Mas, essa certeza era feita de sonhos. De desejos profundos do meu coração. Nessa certeza eu firmei o meu futuro, a minha esperança. Construi um futuro que só existia em minha cabeça. Mas, quando isso se perdeu, eu procurei sufocá-los. Os coloquei em uma parte de mim, que era quase inabitada. Era pior que isso, sombria. Lá eu guardei a melhor parte de mim, que era o meu reflexo, o que eu sentia por você. Deixei por meses abandonada aquelas lembranças. Era melhor pra mim, não era bom trazer o sofrimento de volta. Eu sufoquei junto com a minha capacidade de amar, tudo aquilo. Só às vezes eu me pegava relembrando, tarde da noite, quando a insônia se tornava minha compahia, vinha uma dor, que dilacerava por dentro. Eu chegava a duvidar que meu coração sobreviveria. Era quase impossível, bombear tanta...dor. Mas, eu me refazia, recompunha a máscara que usava. Voltava ao meu topor e assim vivia. Ignorando tudo, todos. Ignorava sons, movimentos, ignorei a vida em si. Quando achava que estava forte o bastante, eu tentava sair daquela cápsula. Mas, eu já me acostumara, pior que isso, eu gostava. Era melhor, passar despercebida pelo mundo, eu estava sempre tão absorta em pensamentos vagos, em meu mundinho. Passara tanto tempo em meu egoísmo desprezível que aprendera a ser assim. Quando finalmente me libertei da cápsula, percebei que não era bem uma cápsula, e sim uma parte de mim que esfriara. Era tão igualmente desprezível quanto meu egoísmo. Ela me afastava de sonhos e pessoas. De sentimentos... E agora, eu tento reerguer aquela pessoa que existia dentro de mim. Porque não julgo como ser humano, alguém com tanta incapacidade de amar. Mas, eu sei que a minha esperança é você. Os outros, ah, eu já desisti... Não há ninguém capaz. E em você que eu penso em tentar. O único que consigo imaginar. Eu não te quero longe de mim. E nem que desista. Ainda que eu me mostre tão incapaz, tão insensível. E você que eu quero aqui, perto de mim. O único. Só lhe peço, que não desista de mim. Eu darei o meu melhor, para amar novamente. Não aquele amor dependente. Mas, o amor, que me torne alguém melhor... alguém melhor para você.- respondeu ela.
Assinar:
Postagens (Atom)